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Instituição Claudio Amancio

domingo, 18 de dezembro de 2011

Surto psicótico

Como ja mencionei anteriormente estou participando do tratamento para recuperação de uma pessoa muito especial em minha vida e nesse tratamento que é realizado sem internações mas sim junto a familia, um tratamento não só para o dependente mas tambem para os familiares que são denominados de codependentes é triste ouvir as partilhas de cada familiar, mas o que mais me entristece e ver nossa juventude tão doente com o uso das drogas, muitos começam cedo demais e com o uso sem medida  e em demasia chegam ter um surto psicótico, como é triste ver a situação desses jovens ficam alheios a tudo numa condição que se assemelha ao Autista vivendo num mundo isolado e as vezes são muito violentos, como dificil ouvir os relatos das familias destas pessoas, a dor de ver uma pessoa tão amada nestas circunstancia, pois não vivem vegetam e ainda por seu comportamento ainda servem de chacotas para pessoas desinformadas, minha tristeza é tamanha que resolvi pesquisar mais sobre o assunto e descobri que o surto psicótico   é caracterizado pela perda  da noção de realidade, e por uma desorganização do pensamento, que o surto psicótico pode ser causado por doenças como a esquizofrenia, por um trauma muito grande ou pelo uso de drogas como por exemplo a cocaína que é o caso de vários jovens que conheci, graças a Deus  descobrimos o problema ainda no inicio do uso e estamos com a ajuda da Instituição Claudio Amancio lutando para a recuperação de nosso Adicto querido.

ENTENDA O QUE É O SURTO PSICÓTICO

 surto psicótico, mulher, medo (interna e thumb). Foto: Getty Images
O surto psicótico pode causar delírios e alucinações

É durante um surto psicótico que ocorre uma perda de realidade, onde não há diferenciação entre o mundo real e o imaginário da pessoa. "Quando a pessoa está em uma crise psicótica, ela confunde os pensamentos internos dela com o mundo real. Ela não consegue distinguir o que são os pensamentos dela e o que realmente está acontecendo no mundo", comenta o psiquiatra da Unifesp, Marcelo Fernandes.

Em alguns casos há ainda uma ruptura muito intensa no contato com amigos e com a própria pessoa. "O indivíduo começa a não se reconhecer e a não reconhecer o outro. Ele não entende a situação que está vivendo no momento, mesmo que esta seja muito intensa para ele", comenta o psiquiatra da Unicamp Mário Eduardo Costa Pereira. 

Segundo Fernandes, os dois principais sintomas do surto psicótico são os delírios e alucinações. "Quando está em surto, o indivíduo não deixa de estar consciente, mas ele vê a realidade de uma maneira distorcida", explica. 

Um caso freqüente entre indivíduos em surto é sensação constante de estarem sendo perseguidos. "Ele pode achar, por exemplo, que está sendo ameaçado ou mesmo perseguido. É uma sensação muito real e intensa. Nesses casos, o indivíduo pode cometer atos de violência contra pessoas próximas", relata Eli Cheniaux Junior, psiquiatra da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

A duração de uma crise psicótica varia de acordo com suas causas, e seu tratamento pode variar de acompanhamento médico ao uso de remédios. "Sob um estresse muito grande, a pessoa pode ter um surto psicótico que dure apenas horas. Esse tipo de crise, se tratada, pode não voltar a acontecer", comenta Fernandes. 

No entanto, o psiquiatra Cheniaux afirma que, em sua maioria, os surtos duram, no mínimo, algumas semanas. "Casos de surtos breves e causados por um estresse muito elevado são muito raros", comenta. Ele lembra ainda que algumas vezes a crise pode estar relacionada a doenças genéticas, quadros de depressão ou de origem orgânica.

"É importante salientar que casos de crise psicótica causadas por um trauma muito brutal ocorrem geralmente em pessoas de personalidade sensível, que sempre foram tímidas e quietas, por exemplo", finaliza Pereira. 

Serviço:
Eli Cheniaux Junior - psiquiatra 
www.uerj.br 

Marcelo Fernandes - psiquiatra 
www.unifesp.br 

Mario Eduardo Costa Pereira - psiquiatra 
www.unicamp.br


Quando ocorre um surto psicótico.
Surto Psicótico -  Trata-se de um quadro preocupante, pois não sabemos qual será a evolução. Pode ser um surto psicótico breve (298.8 do DSM 4) indo até a esquizofrenia, um quadro mais grave. Pode também fazer parte de uma Depressão Psicótica.

Muitas vezes a pessoa não tem sentimento de doença ou seja não percebe que está fora da sua normalidade e por isso recusa tratamentos: "Para que médico e remédio se eu não tenho nada?" Sintomas como desorientação temporal, confusão mental, idéias de perseguição (delírios), escuta de vozes (alucinações), alterações comportamentais como descuido da higiene e sintomas clínicos como insônia, perda de apetite com perda de peso fazem parte deste quadro. 

Um sintoma muito importante seria a desconfiança; o paciente sente que os outros estão olhando para ele, falando dele, rindo dele ou planejanto algum mal contra ele. Paciente enxerga "ligações" entre as aparentes coincidências ou encontros.

Em alguns casos a internação se faz necessária. Ela pode durar alguns dias, o tempo necessário para o paciente sair da crise e aderir ao tratamento. Muitas vezes tentamos evitá-la pois o tratamento funciona quando feito em casa, desde que haja adesão no que diz respeito ao uso dos medicamentos, com algum familiar se dispondo a oferecer o medicamento. 

Uma experiência freqüente é a consulta com familiares, que poderão ficar mais à vontade para descrever os sintomas, sem a presença do paciente, e a medicação ser administrada escondida em alimentos, sólidos ou líquidos ou até mesmo uma reunião familiar para insistir para que ele use os medicamentos que podem ser dados à noite. Isso funciona quando o paciente não é muito teimoso. Outras vezes o paciente aceita ir ao consultório, quando o médico pode minimizar o problema, dando o tratamento adequado e explicando que serve para insônia ou para o estresse, já que não é possível conscientizar o paciente sobre o seu transtorno nesta fase aguda.

A abordagem com ele agora quanto ao problema mental não funciona. Ele precisa é de tratamento. Quando passar a crise ele reconhecerá que não esteve bem. Geralmente conscientização na fase aguda não é possível.

Do ponto de vista espiritual, há uma tendências de os religiosos argumentarem que se trata de algum transtorno espiritual, algo que excluiria a dimensão biológica e psíquica. O mesmo ocorre com os profissionais que não consideram os fatores espirituais. Na nossa opinião, a abordagem mais eficiente e consiste em uma integração das áreas médica, psicológica e apoio espiritual, respeitando a tradição religiosa do paciente. Estes tratamento podem ser feitos paralelamente sem nenhum prejuízo, pelo contrário.




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